EXAMES DE IMAGEM

Elastografia Hepática por Ultrassom

A elastografia hepática é um exame não invasivo, guiado por ultrassom, que detecta fibrose e/ou cirrose em pacientes com hepatopatias crônicas, em especial hepatites virais B e C, e esteatohepatite não alcoólica. Este exame, que por vezes substitui a biópsia hepática, é semelhante a uma ultrassonografia abdominal total, necessitando apenas de jejum de seis horas.

Como é realizado o exame

O exame dura em média de 15 a 20 minutos e é semelhante ao de ultrassonografia, em que o paciente fica deitado de costas e com a camisa levantada para expor o abdômen. O médico coloca o gel lubrificante antes de passar a sonda que irá gerar imagens na tela do aparelho, a partir das quais o diagnóstico e a progressão da doença serão avaliados.

Doenças avaliadas

  • Hepatite
  • Gordura no fígado
  • Cirrose
  • Colangite esclerosante primária
  • Hemocromatose
  • Doença de Wilson

A Elastografia também pode ser utilizado para avaliar a evolução do tratamento, avaliando a melhora ou piora do tecido hepático.

Duração:
  • 15 a 20 minutos
Indicações:
  • Hepatite
  • Gordura no fígado
  • Cirrose
  • Colangite esclerosante primária
  • Hemocromatose
  • Doença de Wilson
Tipos de exame:
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Saiba mais

As hepatopatias crônicas vêm se tornando um importante problema de saúde pública, especialmente em decorrência da elevada prevalência de hepatites virais crônicas e da esteato-hepatite não–alcoólica, as quais podem evoluir a cirrose em 20 a 30% dos casos, quando o risco de carcinoma hepatocelular pode chegar a 1-3% ao ano. Por esta razão, a identificação da fibrose e cirrose hepáticas tem grande valor diagnóstico e prognóstico, proporcionando melhores decisões terapêuticas e no acompanhamento do paciente, uma vez que a fibrose pode ser revertida.

A bióspsia hepática tem sido o padrão -ouro para o diafnóstico de fibrose/cirrose, porém, é um método invasivo, com alguns riscos e contra-indicações. Por este motivo, vêm-se buscando métodos não-invasivos para a detecção de fibrose. Neste contexto, a elastografia hepática guiada por ultrassonografia vem emergindo como excelente método alternativo à biópsia, com excelente reprodutibilidade e correlação bem estabelecida com o escore de METAVIR (biópsia).

De acordo com o consenso americano de elastografia hepática 2015, a elastografia está, definitivamente indicada para a diferenciação entre os pacientes que apresentam fibrose mínima ou ausente (correspondendo aos graus F0 e F1 de METAVIR), e aqueles com fibrose severa e cirrose (METAVIR F3 e F4). Ainda, é consensual que o método é de grande utilidade para monitorar a progressão da doença e a resposta ao tratamento.

A elastografia hepática por ultrassonografia é baseada no princípio de que a fibrose altera as propriedades viscoelásticas do fígado, tornando-o mais rígido. A aferição deste rigidez é realizada através da medida da velocidade com que uma onda de cisalhamento atravessa parênquimahepático. Esta velocidade será diretamente proporcional ao grau de fibrose do parênquima. Os resultados podem ser apresentados em m/s (velocidade) ou Kilopascals (medida de rigidez).

Atualmente, os equipamentos para diagnóstico de fibrose hepáticadividem-se em dois grupos,conforme a fonte geradora da onda de cisalhamento, podendo a mesma ser um impulso mecânico(Fibroscan) ou um Impulso Acústico (ARFI). Dentre as técnicas disponíveis neste último grupo, uma das mais recentes é a técnica Elast PQ, do equipamento Phillips Afinitty 70, disponível em nosso serviço.

O exame é semelhante a uma ultrassonografia abdominal total, realizado com o paciente em jejum de cerca de seis horas, não havendo necessidade de outros preparos adicionais. Os resultados não são afetados pelas presença de ascite e de esteatose,   sendo contra-indicada somente em casos de congestão hepática e atividade necro-inflamatória. Atualmente, de acordo com o fabricante do equipamento e também de acordo com Consenso/2015, os valores de referência propostos para a técnica Elast PQ (aparelho Philips Affinity 70) são os seguintes:

METAVIR F<;= 2 (Ausência de fibrose significativa): < 5,7 Kpa

METAVIR F4 (alguns F3) (Fibrose avançada e/ou cirrose): >15 Kpa (2,2m/s)

Assim, a elastografia hepática, ao medir o grau de rigidez hepática, pode diagnosticar a presençade fibrose/cirrose hepáticas, assim com monitorar respostas terapêuticas, com excelente reprodutibilidade e correlação bem estabelecida com os escores de Metavir.

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